domingo, 7 de julho de 2013

Uma Hipotese (mais uma)...

Uma Hipotese (mais uma)... em https://www.facebook.com/groups/282643111782793/

"...Parece que a Renamo quer o seguinte: paridade de membros (Frelimo/Renamo) nas comissões eleitorais, directores e directores-adjuntos do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) fruto de um acordo entre a Frelimo e a Renamo, membros dos partidos políticos no STAE e nas assembleias de voto.

O que quer isso dizer? Quer dizer que a Renamo entende que o país deve ter uma espécie de neo-acordo de Berlim regido unicamente por dois partidos, Frelimo e Renamo. Não pensa sequer na gestão dos órgãos eleitorais por parte de pessoas competentes escolhidas por concurso público.
...

Qual a estratégia de pressão da Renamo? A partir da Gorongosa, impôr a guerrilha das estradas (a começar pelo Estrada Nacional n.º 1) contra a protecção governamental das cidades pela Força de Intervenção Rápida.

Por consequência, a polaridade do insólito contra o normalizado, do campo contra a cidade, da surpresa contra o hábito, do guerrilheiro da surpresa AKM contra o soldado das casernas e dos blindados, das estradas contra as cidades.

O que poderá suceder? Poderão suceder três coisas: 1. Solutio sexum Savimbi necem: o exército governamental (tenha-se em conta a frequência com que as declarações do Partido Frelimo ombreiam com as declarações governamentais) ataca e destrói a base da Satunjira e mata Dhlakama (este já reconheceu que isso poderá suceder); 2. Solução redistributiva: lá mais para a frente, Frelimo e Renamo concertam uma solução política com beneplácito estatal que, através de um encontro pessoal Guebuza/Dhlakama, acomode os interesses da elite da Renamo em recursos de poder e prestígio e permita olear a reprodução global e permanente dos interesses do Capital; 3. Solução dos falcões: a precipitação nos dois lados reacende uma guerrilha barata a partir do Centro a cargo da Renamo (na hipótese de que possua uma solução pan-Santujira), com: 3.1. Retracção imediata do Capital nacional e internacional, 3.2. Incremento de despesas governamentais militares e 3.3. Pressão da comunidade internacional doadora no sentido de o governo aceitar um "governo de unidade nacional" do tipo queniano ou zimbabueano.

Qualquer das três soluções (e sem dúvida que outras poderão ser consideradas) pode dar origem a nova necessidade de soluções. Afinal, é sempre mais fácil profetizar o passado do que o futuro..."

In "Diario de Um Sociologo"

Comentario: Facam as vossas apostas meus senhores. Ha gente a ganhar dinheiro em Wall Street neste exacto momento...
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  • Gito Katawala Aposto na 3 e derivados. Nos derivados podem ter ramificacoes ou interpretacoes diferentes, mas vejo a guerrilha como alternativa, porque essa eh a unica forma que a RNM conta com alguma experiencia e eh a opcao mais "aterrorizadora". Com o grande investimento das multinacionais, havera no inicio uma procura desenfreada de exercitos privados para os seus respectivos perimetros, cabera ao adversario da RNM incluir uma clausula a la Bob Denard para irem a caca no sope da sera de Gorongosa. Quero com isto dizer que podiamos pode ainda se ir de 3 a 1. Os outros sao muito egoistas para aceitarem a 2.
  • Tony Ciprix Sabe Gito Katalawa e Livre Pensador: eu prefiro me fiar no salmista, quando diz que os "os meus inimigos Senhor, sao terriveis. Quando eu falo de paz, eles pensam em Guerra"! Então, como se explica, que na quarta-feira, Dhlakama afirma categoricamente que não tem nenhum interesse em fazer guerra. Na sexta, o Edson Macuacua também tranquiliza afirmando que não existe ameaça à paz. E na madrugada de sábado, as FADM e a FIR tomam de assalto ao quartel dos Homens da RENAMO? Não tenho razões para acreditar nos discursos dos dois lados, senão apenas na ordem dos seus discursos!
  • Livre Pensador Gito Katawala ja ponderou a possibilidade de termos aqui atentados de terroristas islamicos como no Quenia? Pois bem, e altura de o fazer. Na Nigeria, o MEND e o BOKO HARAM agem hoje articuladamente contra um inimigo comum: - O capital petrolifero internacional que e a chave de todos os problemas de (des) governacao daquele pais.
  • Joao Cabrita As 3 hipóteses assemelham-se a um jogo do azar, de «cartas marcadas», com apenas uma saída: o que ganha tem o futuro garantido e o que perde será o deserdado eterno. Em suma, o conceito de democracia que se criou em Moçambique desde a independência - do «eles ou nós».

    A democracia não se restringe ao «eles ou nós», ao bem instalado ou ao deserdado.

    A democracia começa com a legitimidade democrática e completa-se com o respeito pela lei e pela adopção de políticas de inclusão social, que não têm necessariamente de ser equacionadas em termos de partilha do erário nacional ou de banquetes à mesa do OGE.

    Os políticos precisam de ter visão – visão de horizontes alargados, a longo prazo, visão não restrita a uma família nem ao «nós», mas ao todo e às gerações futuras.
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