quinta-feira, 20 de abril de 2017

LAM: SUBSÍDIOS PARA UM DEBATE INFORMADO

LAM: SUBSÍDIOS PARA UM DEBATE INFORMADO
Egídio Vaz | egidiovaz.com
Este texto pretende ser curto. Não sei se conseguirei. Mas à medida que vou tentando ser sucinto, vêm-me à memoria um conjunto de nunaces que julgo serem importantes partilhar. Começo por uma verdade insofismável. No mundo inteiro, o sector da aviação comercial com voos regulares é um dos que menos lucro faz comparado com outros sectores de negócio. Portanto, a percepção que temos, de que as empresas de aviação comercial ganham balúrdios de dinheiro, é perdidamente incorrecta. Os lucros anuais das companhias aéreas raramente ultrapassam os 10%. A Barel Karsan, uma firma de análise de investimento, comparou o historial de lucros de 15 sectores económicos desde 1992-2006 e concluiu que o sector de bebidas não-alcoolicas é o que mais lucro faz e o do sector da aviação comercial o que menos lucro arrecada a cada ano. As indústrias de software, farmacéuticas e comsméticos estão entre as que mais lucro fazem. É verdade que do ponto de vista nominal os valores são grandes, porém, do ponto de vista percentual, é mesmo pequena coisa.
O segundo equívoco muitas vezes ventilado é a força laboral da LAM, que, ao que parece, é excedentária. Ora, conversei com alguns antigos dirigentes da LAM e do sector de transportes e apurei que a força laboral representa 9% dos custos totais. Ou seja, para a LAM, tal como qualquer companhia aérea, os principais custos para a empresa têm a a ver com combustível, representando 33%; 11% para custos de gestão dos aparelhos e 9% para custos de manutenção. Tudo isso perfaz 53%. A partir daqui, dá para imaginar que os problemas da LAM pouco têm a ver com os salários ou trabalhadores excedentários. Pode ser que sim; pode ser que haja trabalhadores excedentários MAS não são determinantes para a crise que ela atravessa. Veremos mais a frente.
O terceiro equívoco, segundo as minhas pesquisas é pensar que a abertura do espaço aéreo à outras companhias poderá resolver o problema do transporte aéreo em Moçambique e dos moçambicanos no geral. Pode ser que seja. Mas se não for feita de forma cautelosa pode, pelo contrário, arruinar por completo a LAM. Por exemplo, a Tanzania e Ghana abriram seus espaços aéreos para empresas estrangeiras. Essas optaram por um modelo de negócio chamado CABOTAGEM. Cabotagem é quando por exemplo, uma empresa de transporte aéreo de passageiros sul-africana sai todos dias de Johannesburgo, para operar em Moçambique e depois volta para lá ao anoitecer. Essas empresas normalmente não fazem a manutenção cá dentro; não possuem hangares; grande parte dos impostos é paga no país de origem e, o mais importante ainda, escolhem rotas mais lucrativas, deixando as “socialmente relevantes”para companhias locais. Por exemplo, Lichinga, Chimoio, Vilanculos, Nacala ou no futuro, Xai-xai, são rotas a partida, comercialmente inviáveis. Imagina a LAM a competir com empesas de cabotagem para Nampula, Beira e Maputo, diminuindo assim a sua margem da receita, para depois ter que ir a Lichinga com aparelhos à um terço da sua capacidade. O ponto que levanto aqui é que se não for feita da melhor forma, a abertura pode estragar ainda a LAM em vez de curá-la. Tanzania está agora reconstruir a sua companhia de bandeira, tendo para já importado aviões Bombardier de Canadá e um par de Boeings 787 Dreamliner. Aprendeu dos erros. Aprendamos nós também antes de seguirmos o mesmo trilho da morte.
Ora, quais são os problemas fundantes da LAM? São essencialmente de duas naturezas, segundo a minha pesquisa. Primeiro, natureza política e segundo, de natureza operacional.
Os problemas de natureza política possuem também desdobramentos juridicos.
A LAM é uma Sociedade Anónima com o IGEPE (estado) a deter mais de 90% das acções. É praticamente o Estado quem manda lá. O problema político tem a ver com a nomeação do corpo de gestores que, desde 2011 têm vindo a mudar frequentemente. Mas antes disso, um parêntesis: Uma sociedade anónima significa que não é empresa pública; portanto, apesar de servir interesses do estado, ela não tem as mesmas possibilidades de financiamento público como uma empresa pública. Contrariamente a LAM, a SAA e a Ethiopinan, são empresas Públicas, do Estado, que vão ao parlamento negociar injecções financeiras. Ah sim, a SAA, com 52 aparelhos, a tal que aparenta ser melhor- o espírito da África - está no seu quatro ano consecutivo a somar prejuízos. Só em 2016, a SAA reportou prejuízos na ordem de ZAR4.67 billiões. Este ano espera duplicar o valor do prejuízo averbado no ano anterior! Vão dizer que é por causa de Zuma. Pois bem, pensem na Air Zimbabwe, cujo estado injectou em 2016, 77 milhões de dólares para aquisição de novas aeronaves. A Kenya Airways, reportou prejuízos na ordem de 4.7 biliões de Shillings; a Botswana Airways reportou prejuízos na ordem de mais de 16 milhões de Pullas e a Air Namibia reportou perdas na ordem de 500 milhões de dólares americsnos em 2016. Na África subsahariana, as companhias aéreas não fazem lucro. Concorrem para isso, os altos custos operacinoais, custos de aquisição/leasing dos aviões e, mais importante ainda, a VOLATILIDADE DAS MOEDAS NACIONAIS face ao dólar. Só para exemplificar, em média, o lucro que as companhias aéreas africanas fazem por cada passageiro é de apenas $1.59 comparado com o das américas, que é o mais alto, portanto, $18.12 (IATA airline industry outlook, 2015). A diferença que existe entre a LAM e a SAA ou Bostwana Air ou Namibian é que estas, quando registam tais perdas, vão ao estado pedir novas injecções. E, nem sempre os prejuízos são resultado da má gestão. Como disse anteriormente, a simples flutuação cambial é suficiente para deitar abaixo todo esforço. A SAA é disso exemplo; a LAM foi igualmente prejudicada por causa disso. Ora, essas empresas públicas sobrevivem assim e dessa maneira. A LAM, com apenas 7 aparelhos sofre mais do que a SA com 52 aparelhos. É como a diferença entre um elefante e um rato. O rato sente mais dores ou faz mais esforço para fazer necessidades maiores do que o elefante.
Voltando ao problema político. O problema não é essencialmente o da capacidade de nomear. É de quem se nomeia e das suas qualidades técnicas e profissionais. O sector da aviação é exigente; não se compara com a gestão uma escola primária ou de uma pedreira. Não que esses sectores não sejam igualmente exigentes. É que no sector da aviação é poribido se quer “pestanejar”. As pessoas que o IGEPE envia para a LAM levam, como é obvio e expectável, muito tempo para compreenderem o sector e o negócio. E quando já pensam que sabem ou dominam, o mandato terminou ou foi interrompido. Só para dar um exemplo, não existe na LAM um plano de frota, ou seja a decisão sublime de que nos próximos 20 anos, iremos usar este ou aquele tipo de aparelhos. Chega um e decide comprar Boeing; chega outro prefere Embraer e mais um prefere Bombardiers. Ora, aqui temos um detalhe. Leva o mínimo de três a cinco anos para concluir o processo de compra de um ou frota de aviões. E os aparelhos têm como consequência a contratação do novo pessoal de bordo, mecânicos engenheiros etc. Ou seja, a recente contratção do pessoal de bordo tinha em mente a vinda de três aviões ora encomendados em 2012 em que o governo entrou como avalista. Com o despoletar do escanddalo das dividas ocultas, teve que se abandonar o projecto. Mas o pessoal de bordo está já formado e em serviço! Por exemplo. A falta de experiência aliada à tomada de decisões políticas não sustentáveis mina sobremaneira a sustentabilidade da empresa.
Neste momento, a LAM tem um passivo assombroso. Dívidas enormes, que lhe impede de fazer qualquer tipo de investimento sério. Estas dívidas surgiram como? Essencialmente com o leasing de novos aviões; com a compra 2 Embraers 190 em que o Governo foi também avalista. O serviço da dívida está a prevenir que a LAM se reinvente.
SOLUÇÕES
A minha investigação apurou que serem possiveis três tipos de saída.
Primeiro: devolver a LAM pela mesma porta que saira em 1998/1999. Passar a ser empresa pública. Desta forma pode muito bem não só recapitalizar-se como ter o Estado como seu avalista. Mas recapitalizar não basta. A LAM precisa é de aviões. Recapitalizar, reprogramar a dívida dando a LAM um periodo de graça para que o investimento gere alguma “almofada” para equilibrar as contas e assim poder reiniciar o serviço da dívida de forma sustentável. 
Segundo: conferir maior tempo para os gestores de topo e reformular os critérios de nomeação. Por exemplo, os cargos de PCE e PCA são redundantes; a nomeação de administradores é também redundante. Esses deveriam ir ao concurso público em que a competência técnica fosse convocada. Ao IGEPE, bastava a nomeação de uma pessoa só, PCA a quem todos cobrariam responsabilidades políticas.
MODELO ANGOLANO?
Uma das teorias que se aventam é a de encontrar uma empresa gigante que entre em parceria com a LAM, à semelhança da TAAG. Mas a TAAG tem mais de 13 aviões, no entanto mais de metade de longo curso ou seja com mais de 300 lugares cada e a nossa LAM 7 “coisinhas”. Aliado a inviabilidade do negócio interno, a LAM pode viabilizar-se se também começar a pensar grande, com voos intercontinetais. Na aviação comercial, o turismo e lazer são os maiores determinantes. Mas em Moçambique, o perfil dos viajanetes é essencialmente corporativo: ONGs, Estado e empresas no geral. Não rende. Pensar em como trazer “pessoas”para moçambique e distribuí-las pelos diversos destinos internos é o caminho que deve ser buscado. Mas aí vai exigir que o sector do Turismo se engaje também; coisa que nos parece estar noutra margem do sonho, dado o desaparecimento do ministério e seus pensadores. Vide por exemplo, a rota Johannesburg Cape Town, que é das 10 rotas mais rentáveis do Mundo; isto porque Johannesburg é o centro distribuidor e Cape Town, cidade essencialmente turística. Ninguém investe o seu avião nessa rota sem lucrar.
Viabilizar a LAM passa também por repensar no transporte de carga, internamente. Mas não apenas no transporte de cadáveres e bugigangas sem interesse. Isso é bom. Mas estou a falar de transporte de produtos de valor económico.
Pensemos por exemplo no transporte de produtos perecíveis como verduras e legumes. Por exempo, no Kenya, uma empresa dedica-se a produção de mangas. Ela colhe-as de manhã, processa-a e às 21, a KLM-Air France (Royal Dutch Airlines) carrega-as para Amsterdam. As 10:30 aterra em Amsterdam e às 16 horas, hora local, a manga está nas prateleiras dos supermercados holandeses! Uma ideia igual ajudaria a fornecer legumes e oleaginosas, carnes etc. para diversas cadeias de supermercados pelo país dentro, ligando pontos de produção aos centros de consumo.
Isto já vai longo demais. Vou encurtar-me por aqui, não porque me faltam mais ideias, mas porque respeito o tempo do caro leitor. Em suma, algumas ideias-chave.
O QUE A LAM PRECISA É:
• Aviões
• Recapitalização MAS com uma reprogramação da dívida 
• Mais tempo (10-15 anos) para o corpo de gestores
• Reorganização na forma como se nomeam os gestores do CA – já explicado lá em cima
• Ou transformação da LAM da SA para EP ou intromissão do accionista mairitário no salvamento da LAM com injecções financeiras e reprogramação da dívida.
Como se vê, apenas contei com cenários locais, aquilo que é possível fazer aqui dentro. Se alguém tiver outras ideias, que as exponha. Ah, ia me esquecer. Existe um conjunto de “coisas estranhas” que escapam – como é óbvio – ao meu entendimento, que andei a saber ao longo desta pesquisa e aqui partilho:
1. A LAM paga aos Aeroportos de Moçambique taxas em dólar americano. Ela, a LAM pelo contrário, cobra em meticais, apesar de todas despesas serem feitas em dólar até aos aeroprtos de Moçambique. Porquê?
2. A LAM paga o IVA. Se fosse uma EP não precisava, poupando ainda mais.
3. 1% das receitas da LAM são canalizadas para o Fundo de Estradas. Mamwêêêêêêêê. Fundo de Estradas meus caros! Faz sentido? 
Obrigado por me terem lido.
Sempre, E. VAZ
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69 comentários
Comentários
KingKinho Vasquinho
KingKinho Vasquinho Li longamente o texto e vou organizar ideias para comentar com substância. Enquanto isso senti uma repetição no exemplo das frutas quenianas
Egidio Vaz
Egidio Vaz Obrigado. Na verdade foi a duplicação no processo de colagem. Obrigado pelo alerta. Já editei e está conforme.
Reginaldo Mangue
Reginaldo Mangue Pelo que sei as taxas cobradas pelos ADM são outro calcanhar de Aquiles por serem ao que se diz exageradamente altas.
Gabriel Muthisse
Gabriel Muthisse Kkkkkkkkkkkkkk! Quando queres, pensas com clareza. Isto não significa que concordo com os dados. Precisaria de fazer uma pesquisa. Mas a ideia geral indicia um esforço de reflexão. Parabéns. Abraço
Orpa Keyscha Dos Santos
Orpa Keyscha Dos Santos Esta de Parabens mesmo. Algo Por se refletir.
Jonas Joaquim
Jonas Joaquim Para mim foi uma escola Egidio Vaz obrigado
Geraldo Obra
Geraldo Obra Longo. Mas de leitura agradável. Há empresas estáveis onde a pobreza é mais do que absoluta? Quem viajará nos novos aviões. A economia de um país é um todo. Há poucos oásis. Também és advogado de empresas com dificuldades E.V.?
Egidio Vaz
Egidio Vaz Não é ser advogado. Eu pesquisei e quis emprestar esse lado dos meus resultados. Vamos confrontar os dados meu caro. O que eu preciso ;é solução. Diagnostiquei os problemas e propus soluções, todas elas endógenas.
Geraldo Obra
Geraldo Obra Cada vez menos compatriotas vão na nossa companhia. Mesmo em períodos de tensão militar, arriscaram a vida. Porquê? Pobreza meu caro. Esse é o maior problema. É quem viaja no ar? Sempre os mesmos.
Egidio Vaz
Egidio Vaz Veja este dado do IATA caro Geraldo Obra. Diz-te algo?
Geraldo Obra
Geraldo Obra Parece que a sul do equador só a Austrália. Bom dá para ver que estamos onde Judas se esqueceu das botas. Na região glutea da terra. Paciência.
Ed Mazive
Ed Mazive Esqueceu de falar da Etiopian como exemplo de gestão em Africa e maior companhia africana com 87 avioes e a companhia com mais destinos em Africana. excelente texto e merece todos os elogios. Gostei sobretudo da análise sobre transporte de cabotagem e seus efeitos, mas não concordo com o tempo proposto para a permanecia na direccao (José Veigas ficou lá muito tempo e fez o que?)
Edwin Hounnou
Edwin Hounnou É uma proposta para o debate pecando apenas por ser demasiado longo.
Ed Mazive
Ed Mazive é longo justificadamente, há muita coisa para dizer, mesmo assim, que ficou de fora
Egidio Vaz
Egidio Vaz Eu corria o risco maior: o de propor sem fundamentar.
Edwin Hounnou
Edwin Hounnou Valeu!
Alvaro Simao Cossa
Alvaro Simao Cossa Egidio Vaz eu tenho um estudo cientifico que fiz com uma companhia canadiana sobre Portos e Aeroportos de Mz para o sector de seguranca , muito interesante. Uma das coisas que propunhamos a LAM para a rentabilizacao do sector e' de voos Charteres para tres capitais europeias com produtos agricolas de Mz que essa empresa iria comprar, e' muito dificil convencer a parte politica do nosso pais que os investidores nao querem tomar a soberania do pais so' querem ganhar dinheiro e pôr o pais a funcionar como deve ser. Lastima!
De Oliveira
De Oliveira Nota 10.
Zeca Becane Felisberto Sibia
Zeca Becane Felisberto Sibia Senti clareza na pesquisa e nao so, sobre o assunto da introducao da concorrencia pude perceber o outro lado da coisa que pode nos custar muito mais se nao formos cautelosos. 
Forca
Dini Kuley
Dini Kuley Gostei desta análise não achei longo. Talvez seja por causa da relevância da matéria. 
Foi possível perceber que para capitalizar a LAM depende também da restruturação do sector agrário assim como do turismo.
Claudio Lombene
Claudio Lombene Digerindo o conteùdo.Mas para adicionar,deve-se parar com os side business (negociatas e sacos azuis).
Armando Esperanço Mutimucuio
Armando Esperanço Mutimucuio Mais uma aprendizagem. Adorei a reflexao. Isso de longo, esta fora de questao.
Francisco Wilson
Francisco Wilson Li com todo gosto .....esta de parabens dr.
Lenon Arnaldo
Lenon Arnaldo Olha há muito não via ou lia post/pesquisa, vê lá, desapaixonado e sem endossos políticos. Pura reflexão. Parabéns
Gosto · 2 · 20/4 às 17:20 · Editado
José Henriques
José Henriques Enquanto "familiares/amigos" continuarem a viajar de borla não há recapitalização k resulte...
Egidio Vaz
Egidio Vaz Eng. devemos quantificar essas perdas e subidas de borla. Não é ai onde está o problema. O problema está à montante.
Gosto · 2 · 20/4 às 17:29 · Editado
Lenon Arnaldo
Lenon Arnaldo Perdemos o focos por "coisinhas" que muita das vezes ligadas à ética. De modo algum, com isso, queira minimizar esse reparo mas julgo não ser o puzzle
Eugenio Patime
Eugenio Patime Foi uma leitura agradável
Mas sem ideias para comentar ainda.
José Luís
José Luís Texto interessante e pertinente. Saudações Egidio Vaz pela queima da massa cinzenta.
Diogo Julio Tsovo
Diogo Julio Tsovo Um trabalho de pesquisa digno de lhe tirar o chapéu
Orpa Keyscha Dos Santos
Orpa Keyscha Dos Santos Li muito ate doi a cabeca. Refletindo
Edson Cortez
Edson Cortez Caro Egidio, acho que este é o post mais lúcido e explicativo que já li da sua parte. Parabéns pela forma como construiu o seu argumento.
Manuel Carlos Nhanala
Manuel Carlos Nhanala Está de parabéns. Analise coerente e logica. É de aproveitar para quem de direito.
Joel Mabasso
Joel Mabasso Não só, diga-se, em abono da verdade.
Alfredo Macuácua
Alfredo Macuácua Valeu mano Egidio Vaz, deu para "colher" alguns subsídios da área de aviação. Gosto!!!
Nando Ramos
Nando Ramos Grande pesquisa, mas faltou mencionar os sacos azuis. Parabens
Dimas Xavier
Dimas Xavier O texto tem caracteristicas cientificas ,bem haja!
Quanto ao tema a minha ideia é necessidade de ORGANIZACAO .
se nos organizarmos venceremos muitas frente ,so pra citar organizados saberemos como aproveitar boas ideias como as deste texto.
Samuel Simango
Samuel Simango Toda proposta para o debate e muito bom. Reconheco que o transporte aereo e muito oneroso e requere uma gestao meticulosa. A LAM tem varios problemas, desde os basicos, elementares e complexos. O primeiro ponto que deve ser discutido e o despesismo na companhia assim como as mordomias pagas as pessoas de dentro e de FORA da companhia. Acredito que havendo vontade politica a LAM vai sair do buraco em que se encontra.
Quivi José Faera
Quivi José Faera Boa pesquisa spero que vai chegar tambem aos dirigentes da LAM
Joaquim Manuel
Joaquim Manuel Egidio gostei e tambem recomendo uma entrevista ... principalmente por causa da pressão da distribuição dos custos

http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php...

Egidio Vaz
Egidio Vaz Muitissimo obrigado pela referência. Uma entrevista extremamente lúcida e informativa. Gostei de ler e irei amplificar a partilha.
Armistício Mulande
Armistício Mulande Então, fora dos lugares comuns (corrupção, incompetência, sacos azuis) é onde mora grande parte do que é real e precisa ser solucionado. Ainda na semana passada tivemos debates interessantes sobre os transportes públicos urbanos e insistimos na ideia de que devemos ir para além dos lugares comuns. Um pouco de pesquisa não faz mal a ninguém. E aqui está o exemplo de como podemos fomentar um debate sério sobre o desenvolvimento do nosso país.
Adam Yussof
Adam Yussof Egidio, louvável o teu esforço para identificação dos "nos de estrangulamento", que estão reflectidos nos recorrentes estudos feitos por consultores especializados em matérias de aviação comercial, e que estou certo serem do conhecimento, e quica, domínio dos gestoras actuais e passados. O mesmo ocorre com o conjunto de recomendações/ Solucoes que advogas. Pessoalmente, e como antigo quadro (desde 2011), partilho parcialmente de alguns aspectos que referiste, e fico por aqui, pelo respeito e estima que tenho pela marca LAM, seu quadro de colaboradores, que tem gente muito capaz e competente e decoro institucional de quem durante largos anos (23), teve a honra e o privilégio único de poder carregar o "pássaro" na lapela, e que modestamente seu o contributo para que a empresa fosse credível e respeitada tanto a nível nacional, como regional e internacional. Bem hajas!
Nelson Junior
Nelson Junior Um Estado com tantos recursos naturais tais como gas, petroleo, carvao deveria facilmente e bem facilmente subsidiar a sua companhia aerea...assim fazem os arabes, a noruega, australia, etc etc....e os precos deveriao ser acessiveis a todos.....Quando uma companhia aerea transforma-se numa sucursal do partido no poder, so vai criar prejuizos....senhores, essa dita Lam nao deve ou nao deveria ser ser vista so e so pra obter lucros mas sim pra servir todo o cidadao....gerir bem uma companhia aerea eh necessario a participacao de capitais privado e publico....e evitar o nepotismo....A Sabena( linha aerea belga faliu pois existia tanto nepotismo)
Ed Mazive
Ed Mazive Subsidiar com que finalidade?
Nelson Junior
Nelson Junior Os paises ricos arabes e a Noruega com petroleo por que subsidiam as suas linhas aereas?...
Ed Mazive
Ed Mazive Noruega nao sei. Mas os países árabes (com a tripla de transportadores Etihad, Qatar e Emirates) querem arruinar a concorrência americana (United, American e Delta). Depois de arruinar a concorrência americana vão controlar as principais rotas intercontinentais e ditar preços para compensar prejuízos incorridos durante os anos em estiveram a receber subsídios. e nós, queremos subsidiar para ganhar o que?
Nelson Junior
Nelson Junior Caro Senhor, nao seja pessimista...os paises arabes nunca conseguirao arruinar a concorrencia americana...ja visitou os Estadod Unidos???...e se nao fez, dirija- se la e veja a "grande maquina" da aviacao...eh outro mundo!
Ed Mazive
Ed Mazive Nelson Junior , entendo a sua posicao. Mas deve aceitr que não há companhia american que, neste momento, esteja em condicoes de concorrer com a Etihad, Emirates e Qatar em voos intercontinentais. Resultado inicial da concorrencia é a sída da United do Continente africano em 2016. As outras rotas que a United abandonou sao as ligacoes entre EUA e Bahrain, Kuwait City, Doha e Dubai. Nas ligacoes entre EUA e Europa a United cortou os seguintes destinos Copenhaga, Dinamarca e Belfast (ainda este ano).
Ed Mazive
Ed Mazive Para saber coisas nao precisa viajar, mas ler muito, meu caro!
Nelson Junior
Nelson Junior So ler????????......
Ed Mazive
Ed Mazive Nelson Junior , ler é 99% e viajar é 1%.
Nelson Junior
Nelson Junior Nao eh por acaso em Mocambique haja grande grande falta de pensadores construtivos: limitam-se em ler teorias e falta-lhes a pratica...muitos escrevem livros, artigos, comentarios com o objectivo de persuadir a opiniao publica...o senhor nao tem culpa de assim pensar mas eh o mediocre sistema de educacao mocambicano:ler eh o a,b,c do ensinamento..ver a realidade real eh o fulcro da vida..enfim!..continue a pensar assim....
Ed Mazive
Ed Mazive Nelson Junior , mano eu fiz licenciatura em Moz, mestrado na África do Sul e doutoramento (em curso) em Kuala Lupur! 3 países diferentes sem contar com cursos de curta duração. a verdade é que nao está a dialogar com nenhum ignorante, viajo e leio bastante. Voltando a minha opinião, que é o que conta, alguma coisa a rebater!
Nelson Junior
Nelson Junior Forca ai com os estudos e sucessos
Joaquim Manuel
Joaquim Manuel Pelo volume de dinheiro movimentado neste tipo de negocio nao e o salario do CA que desestabiliza as contas da conpanhia ...mas sim a descontinuidade operacional....se a companhia tem uma carga de custo fixo operacional para 7 a 8 aeronaveis e por2 semanas opera com 3 aeronaveis entao isto nao e negocio......
Se as aeronaveis voam com uma taxa de ocupacao abaixo de 50 quando a nivel das reservas se declara voo esgotado....a que mexer com a estrutura comercial da companhia e se calhar a nivel politico rever a estrutura das taxas que encarecem o bilhete....
Chacate Joaquim
Chacate Joaquim Congratulation E.Vaz . Não era possível esta demonstração que ainda a considero breve porque de factos muitas variáveis, se quizermos aplaudir ainda mais o trabalho que deu-se. De tudo queremos concordar que a LAM deve continua empresa Pública sim, mesmo discordando que o problema não é. da capacidade de nomear. O que significaria para E.Vaz a via de concurso público? Quanto a nós pressupõe saber o perfil do Gestor do nível conceptual que se pretende. Não deve ser um gestor de uma escola primária até pode ser mas as projecções que faz de longo prazo e sonha ver na LAM é o dia a dia de um gestor de escola primária cuja matéria prima é até racional no lugar de aviões e pedras na pedreira. Portanto o seu raciocínio leva-nos clara ao factor humano quem nomeia quem? Penso que temos que caminhar para a excelência em todos actos de Gestão do Estado onde a Competência tornar - nos - a competitivos. Não seria problema. A abertura Para outras companhias até nos moldes de Cabotagem se fossemos competitivos. Mais uma vez thanks pela reflexão mano.
Kleber Alberto
Kleber Alberto Parabens pela valiosa pesquisa, e dos compatriotas que perde sono tentando encontrar solucoes para este marasmo, agradecia que gente de dentro da LAM acrescentassem outros factores causadores disto. E meio caminho andado saber que nao sao de todo, desleixados.
Helder Condjo
Helder Condjo Bravo caro Egidio! apesar de longo li e reli todo texto, Obrigado.
Lunne Pais
Lunne Pais As nossas empresas e algumas instituiçoes públicas tomaram gosto pelas figura do PCA e administradores, estes oneram as instituiçoes e tornam o processo burocrático, deveria-se optar pelo Director Geral.
Chacate Joaquim
Chacate Joaquim É um mecanismo irracional de distribuição do poder e dinheiro.
Jorge Carvalho
Jorge Carvalho Um post excelente, construtivo de base analítica. Destes eu gosto de ler. A nossa LAM precisa é merece este tipo de iniciativas. Parabéns.
Odala Khuinda
Odala Khuinda Boa reflexão, mas também eu acho que LAM deve passar a ter preços que convida aos cidadãos e não a afugentar como tem sido. Esta pode ser também uma das causas. Vale mais faturar pouco, mas sempre.
Andre Gois
Andre Gois Primeiramente meus Parabéns amigo Egidio Vaz por sua análise e entendimento.
Também vejo como o senhor observou os problemas políticos e operacional.
Uma empresa aérea tem quer ter os custos sempre alinhados, pois sofre muito com sazonalidade e variáve
is por causa do dólar.
Por isso tem quer ter pessoas capacitadas na parte operacional, frota uniforme e um plano ou projeto de curto, médio e longo prazo.
Um forte abraço a todos Moçambicanos.
Germano Mutane
Germano Mutane Belo trabalho mano Egídio. Parabéns...
Joel Mabasso
Joel Mabasso Quanto a mim, vale a pena reler o texto, porque extremamente interessante.
Sergio Zimba
Sergio Zimba Talvez algo me tenha escapado, mas só vejo exemplos de companhias africanas, são todas sacos azuis
Necas Adriano
Necas Adriano Tambem so vi exemplos de companhias africanas.
Nelson Matsinhe
Nelson Matsinhe A mim me parece que a fonte veio até si entregar os dados e dar o roteiro... Posso eventualmente estar errado. 

O grande erro é que vemos como solução para as empresas estatais ou públicas que tenham o beneplácito do governo, mas onde ficam os privado
s, aos privados os efeitos de crise aqui enumerados caem a um grau exponencial. 

Um governo que sirva de almofada a sectores produtivos é tudo o que hoje se procura estancar, o pão e o combustível são disso o exemplos. 
É um facto que empresas dependentes do Estado são um grande fardo, tornam o estado pesado, albergam e incentivam o parasitismo. Prefiro que o Estado dê dinheiro a um privado, que aposte na iniciativa privada, esse investimento tem maior probabilidade de ter retorno. 

Enquanto todos estendermos a mão ao governo pra nós satisfazer as necessidades básicas nunca sairemos da dependência.
Joel Mabasso
Joel Mabasso Se o próprio Governo repensasse nalgumas, das várias alternativas, para o término desta "odisseia" toda, o famigerado caso LAM passava para a história.

Não acredito que o Governo vá pra aí estimular os privados, dando-lhes dinheiro para o recuperar de
 todo um conjunto de empresas públicas, em falência técnica. A conjuntura económica vigente no país, infelizmente, remete-nos a nós os outros, para esta conclusão. 

Acredito que, se o Governo tolerar a comparticipação de investidores privados, no capital societário de empresas públicas, tornava menos dolorosa a sua obrigação para com os custos administrativos e de outra natureza, inerentes a empresas públicas.

O momento é favorável para formar parceirias, e a LAM, à título meramente exemplificativo, não deve continuar a ser uma ilha, rumo a isso.

Um dos inconvenientes neste país, é que assuntos que mexem com quase todos nós (os zé-povinhos), resumem-se em falácias, pouco ou nada é feito, concretamente.

Oxalá, as coisas não continuem, proximamente, em "águas de bacalhau".
Gosto · 1 · 20/4 às 22:53 · Editado
Nelson Matsinhe
Nelson Matsinhe O discurso vigente é de defesa da marca de bandeira nacional a qualquer custo, perpetuar o status quo. Pra mim está claro que isso nada mais será senão o adiar de um problema, que se decidam, vai um atenuante ou a cura.
JoaoStelio Zitha
JoaoStelio Zitha Belo trabalho...
Samuel Bernabe
Samuel Bernabe Eu ainda assim acho que a privatização é a melhor solução.
Abel Joia
Abel Joia Desta vez andaste lúcido mwana wa kumuyi.... mas a tua comparação entre Elefante com rato foi uma aberração...!!!
Egidio Vaz
Egidio Vaz Se quiser explorar o tema, vai entender
Romanadacruz Malunga
Romanadacruz Malunga Aqui só se diz empresa pública para quem? Para o bem do povo é que tenho as minhas sérias duvidas
Jose Alexandre Faia
Jose Alexandre Faia Dr excelente artigo, mas falta saber quem anda nesses aviões e benefeciam de excelentes descontos e previlégios . Gostaria de saber se os 100% dos passageiros pagam o mesmo valor ...
Dyno Salomâo Nicasse
Dyno Salomâo Nicasse Tanta papagaice resulta sempre em maus lençois. Vejam a onde estamos.
Mas o texto visa mostrar ou da a portunidade de o leitor olhar para o problema e compreende- lo no verdadeiro sentido da palavra.
Boa analise Sr. Vaz
Egidio Vaz
Egidio Vaz Aos interessados sobre aspectos turísticos, vai aqui uma notícia, que seerve como apenso: Sub-Saharan Africa takes 5 steps back in travel and tourism, but… Mozambique “improves considerably”
http://clubofmozambique.com/.../sub-saharan-africa-takes.../

Kendo Mangulle
Kendo Mangulle Interessante
Luis Jose Jobe Fazenda
Luis Jose Jobe Fazenda Estou impressionado. interessante.
Juma Aiuba
Juma Aiuba Obrigado, Egidio Vaz. Aprendi muito.
Nelson Junior
Nelson Junior Nao quero ser pessimista, e admito que no futuro o turismo mocambicano vai "engradecer"...nao ha duvidas sobre isto....Pra que haja turismo, eh vital que haja uma facil circulacao dos turistas....No Mocambique de hoje, com tres avioes a operar,linha ferrea pessima, transportes maritimos quase inexistentes...e acima de tudo com estradas "extraterrestres"...eh prematuro falar do turismo: dever-se-ia primeiro criar as estruturas e dai iniciar campanhas de turismo.....vai levar tempo, mas vai se chegar la....
Renato Sale
Renato Sale O texto foi muito longo sim. Mas motivou-me bastante pelas observações feitas. Obrigado dr. Egidio Vaz, porque em algum momento desperta-nos atenção em muita coisa
Gosto · 1 · Ontem às 13:00 · Editado
Ivan Roberto
Ivan Roberto Temos que ter coragem para romper com alguns paradigmas. A LAM precisa de resgate urgente sob pena de assistirmos o enterro da nossa companhia de bandeira.
Fernando Elias
Fernando Elias Deixar de servir interesses meramente politicos(transportar membros de partidos e outros gratuitamente) e focar se em aspectos empresariais competitivos
Paulino Elias
Paulino Elias Esta de parabens por avancar algumas ideias que tire do marasmo a nossa companhia de bandeira. Eh pena os nossos lideres nao gostam de iniciativas desta natureza, pautam em adorar bajuladores....
Joaquim Antonio Muchacha
Joaquim Antonio Muchacha Parabéns pelo texto Egidio Vaz, pela análise e pelas sugestões. Da análise que nos deixas, percebo que a re-estruturação da LAM, exige a criação de sinergias que ligam, no mínimo, os sectores do Transporte e Comunicação, do Turismo, da Agricultura e do Comércio. E isso leva me a ideia de que os problemas que a LAM atravessa, é reflexo dum PROBLEMA MAIOR, se é que assim me posso referir, que é a FALTA DE SINERGIA ENTRE OS DIFERENTES SECTORES DO PAÍS que, por sua vez, resulta da FALTA de um PROPÓSITO CLARO de DESENVOLVIMENTO do PAÍS a CURTO, MÉDIO e LONGO PRAZO.

Quando um ESTADO tem propósitos claros de DESENVOLVIMENTO, as suas INSTITUIÇÕES actuam em conjunto para directa e indiretamente alcançarem o quê foi previamente traçado.

Portanto, penso que ao se pensar na restruturação da LAM, se pense também na restruturação das ESTRATÉGIAS/ BASES DE PLANEJAMENTO que até então tem sido adoptada pelo executivo.
Gosto · 2 · 20 h
Isabel Maholela
Isabel Maholela Também acho.
Gosto · 1 · 17 h
José Abdul Amade
José Abdul Amade Gostaria de saber porquê LAM paga a empresa Aeroportos de Moçambique uma taxa em dólar se ela factura em meticais?
Gosto · 1 · 16 h · Editado
Macuacua Massiquele Roberto
Macuacua Massiquele Roberto Muito obrigado. Fiquei a saber muito sobre os problemas e as possíveis soluções, como tenho dito, neste país põem se coxos a jogar e jogadores a assistir mas bancadas...por isso os cargos públicos continuam a ser providos por dedos de vesgos...intecionalmente. empresas públicas devem ser regidas por regulamentos públicos...há um grande paradoxo mas leis que regulam a contratação de funcionários quando se trata de ocupação de cargos...o estatuto geral e se assim for o caso a constituição da República deveria ser revista para se desacomodar esta tendência nepotista escondida sob a capa de "confiança", confiança em que com tantos escândalos de corrupção? Todos os cargos ou vagas do estado deveriam ser providas por concurso público, só assim vai se criar oportunidades de colocar pessoas certas em lugares certos...
Gosto · 16 h
Lourenco Buque
Lourenco Buque Sim senhor, muito rico em informação.
Gosto · 12 h
Reinaldo Domingos
Reinaldo Domingos Não nos cansamos das boas ideias... Que tal Parte 2? Assim, ficam muitas curiosidades. Para muitos de nos, parece o texto mais completo possível. Bem Haja E. Vaz!
Gosto · 4 h
Nelson Junior
Nelson Junior Ps!...falar da Lam, eh em parte falar dos transportes em Mocambique...ora bem, existe nas Universidades( pelo menos no Ocidente) uma licenciatura especifica aos transportes: economia de transportes...eu nao sei, se o Mesquita eh licenciado em economia de transportes..por que uma coisa eh ser empresario de transportes( com o objectivo so e so de fazer dinheiros) e outra eh ser especialista em transportes com o ovjectivo de servir o cidadao...eu sei, que em Mocambique ha economistas de transportes (amigos meus)formados na Alemanha e Inglaterra( sao poucos), mas como estes economistas nao sao simpatizantes da frelimo, o governo ou os governos nao os usa....
Gosto · 3 h
Julina Harculette
Julina Harculette "Quem me dera um dos grandes dirigentes de bandeira ter a mesma oportunidade de aprender um bocado a partir de nós". Enfim.... mas o orgulho também recebe ordenado mensal..

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