quinta-feira, 20 de abril de 2017

RECORRENTES “INSULTOS” DO SOCIÓLOGO ELÍSIO MACAMO AOS JOVENS DESALINHADOS COM O GOVERNO DO DIA

SOBRE OS NOSSOS HÁBITOS DE LEITURA E OS RECORRENTES “INSULTOS” DO SOCIÓLOGO ELÍSIO MACAMO AOS JOVENS DESALINHADOS COM O GOVERNO DO DIA
Há já um tempo que venho notando que grande parte dos meus amigos daqui do Facebook não gosta de ler textos longos (normalmente, artigos de opinião) sobre os mais diversos assuntos do nosso país. Particularmente os que abordam questões políticas. Regra geral, alegam não ter tempo de os ler por serem de linguagem muito complexa, aborrecidos e exageradamente densos.
Pode ser que tenham razão. E isso pode até reforçar a convicção generalizada segundo a qual os nossos hábitos de leitura estejam a deteriorar-se de modo vertiginoso nos últimos tempos. Hoje em dia as pessoas estudam e se formam num sistema de educação que prioriza o instantâneo... Testes e exames “multi-choice”, literatura generalista que se foca em “bullets” e professores ou docentes preguiçosos, formados às correrias e com múltiplas ocupações profissionais. Muitos de nós, mais jovens, fomos formados como autênticas caixas de ressonância de tudo quanto os nossos educadores achavam que deveríamos saber e mais nada... Não fomos educados para ler para além do “copy & paste” e, quando diante de textos relativamente mais elaborados, morremos de sono natural. Não fomos educados a ler, pensar e opinar, de modo endógeno e pessoal. Fomos educados a repetir o que os outros dizem, concordando ou discordando em função do que a maioria acha ou daqueles que julgamos serem a referência do pensamento elaborado. Vamos sempre pelo mais fácil, resumindo o nosso contributo opinativo aos 160 caracteres de uma SMS... Queremos tudo já feito, apresentado em 3 ou 5 linhas de um post no Facebook. Nunca comentamos um pensamento ou argumento patente num texto, comentamos os títulos dos jornais e as notas de rodapé que aparecem nos serviços noticiosos das nossas televisões. Todo o resto é cansativo para o escasso tempo que aparentemente temos, complicado o suficiente para disputar a nossa atenção com fotos de mulheres em poses sensuais e posts de anedotas ou, mais ainda, parece ser erudito demais para os nossos miolos.
Tudo isto vem à propósito de alguns textos de proeminentes figuras do nosso país intelectual que têm sido postados nos últimos tempos. Muitos deles dedicam autênticos “jornais”, nos seus posts aqui no Facebook, para falar do nosso pulsar como nação ou país, a todos os níveis. Através desses artigos, muita informação passa à leste de muita gente que, genuinamente, se preocupa com o país, a sua condição presente e os seus rumos futuros. Com efeito, muitos desses textos são mesmo complicados pela forma como são escritos... Os nossos maiores pensadores são, invariavelmente, professores doutores (PHD´s), habituados a escrever com um rigor lexical e conceptual muito acima da média da nossa compreensão geral. Muitos deles estuda(ra)m ou vive(ra)m no estrangeiro, onde o nível de formação e o grau de instrução são largamente superiores aos nossos, cá em Moçambique. Não sei se o fazem de propósito, para de modo deliberado traçarem uma fronteira de qualidade entre nós e eles. Não sei se escrevem apenas para cidadãos que tem o mesmo nível de instrução que eles. O que é certo é que não escrevem para o cidadão comum e, embora dele falem nos seus textos (alguns até são mesmo dirigidos a ele), nunca facilitam a sua compreensão e a devida apropriação. Muitas vezes, esse mesmo cidadão comum é vilipendiado, ridicularizado e estupidificado nos textos dos nossos grandes pensadores e tal facto passa-lhe muitas vezes de lado. Ou porque o cidadão não “apanha” o português do PHD que o aborda, ou porque o PHD que o aborda não dificulta propositadamente a sua compreensão. Para além disso, nalguns desses textos os seus autores impõem ao cidadão comum uma disciplina rígida de metodologia na emissão dos seus comentários... Regra geral, só os comentários que vão de encontro à ditadura metodológica do autor é que são respondidos ou merecem a devida apreciação. Os que se expressam “como povo” são ou invariavelmente ignorados ou “cientificamente” humilhados, sem comiseração nenhuma. Não há nem “fairy-play” nem o devido desconto pelas naturais incipiências da “sociologia do debate” nacional. Os comentaristas são necessariamente obrigados a perceberem infalivelmente o autor e a demonstrarem possuir “background” intelectual suficiente para interagir com o articulista, debatendo em pé de igualdade com o mesmo. Está-se nas tintas para o facto de nem todos sermos PHD´s ou de nem todos termos experiência de debate universalmente aceites. Não se debate os problemas do país e do povo com o povo (respeitando-se a sua diversidade), debate-se sobre o país e os problemas do povo exclusivamente com a elite pretensamente pensante, em linguagem conotada, erudita e excludente.
Vou citar um exemplo muito peculiar, baseados nos últimos artigos de um dos mais proeminentes sociólogos moçambicanos, Prof. Doutor Elisio Macamo, onde os que se assumem abertamente como críticos do regime no poder (muitos deles nós, os jovens) são “insultados” sem direito de resposta. No artigo “Eu admiro Dhlakama”, o autor chama aos críticos do status quo no nosso país de “esclarecidos” (assim mesmo, entre aspas), cidadãos que têm que esgrimir argumentos finos e zangados apenas para serem ouvidos pelo regime no poder. No mesmo texto, chama aos jovens descontentes com a forma como Moçambique tem sido governado de “juventude impetuosa e com as mentes toldadas por conceitos estrangeiros mal digeridos”. O Prof. Elísio Macamo afirma, no seu último artigo, que, e por exemplo, admira Dhlakama “pelo facto de o seu agir político ser um melhor guia à racionalidade da acção política em Moçambique do que os tratados facebookianos enformados pela encenação da indignação”... Por outra, tudo quanto se publica pelo cidadão comum no Facebook e como revolta à injustiça e os podres do nosso Governo são inferiores e descartáveis para se analisar o nosso status quo político porque são viciados ou inventados. Do estilo, e em linguagem simplificada, os nossos posts são que nem aquelas peças de teatro do Gungu que retratam cenários de pobreza da nossa sociedade. Para Macamo, estamos todos a mafiar, exagerando os nossos problemas e fingindo que estamos indignados com o que diariamente nos aflige!
Quase ninguém viu isto, no texto por ele publicado. Geralmente ou porque os seus textos são longos demais e falam de múltiplos assuntos, ou porque a linguagem é exageradamente “sociológica” e com recorrentes disfunções entre os títulos e o conteúdo dos mesmos. Não é a primeira vez que ele se dirige nesses termos para a juventude desalinhada com o poder do dia. Não é a primeira vez que ele nos encharca de recursos “sociológicos”, linguísticos e retóricos para descredibilizar ou deslegitimar o pensamento e o sentimento dos cidadãos que vivem o descalabro do país na pele, no coração e no estômago. Não tenho nada contra quem o admira e que com ele troca textualmente palmadinhas nas costas, entre elogios e dissertações de fina estampa, ignorando deliberadamente tais agressões verbais contra os demais cidadãos que apenas tentam ser sensatos com a sua própria vida e com o que percebem do país. Um dia também já fui assim, fã incondicional dos textos do Prof. Elísio Macamo, até ao dia que, invariavelmente, comecei a notar nos seus escritos um indisfarçável e reiterado ataque aos que gritam por um Moçambique melhor, particularmente os das camadas mais jovens. Ninguém é obrigado a pensar Moçambique segundo ditames metodológicos que melhor agradam ao ilustre sociólogo e nem pode ser sentenciado por estar simplesmente a omitir a sua opinião, de forma livre e aberta. Os factos não mudam simplesmente porque o artefacto teórico ou linguístico que estrutura a nossa indignação não é o que é intelectual ou academicamente convencionado. Nenhum cobrador de chapa, jornalista, vendedor de recargas de telemóvel, desempregado, mukherista, funcionário público ou varredor de rua precisa de perceber sociologia (do poder ou do debate) para sentir e falar sobre o país.
Spirou Maltese eheheh, esta vou lêr, Edgar Kamikaze Barroso, apesar de longo.
Neldo Langa yawenaaaaaaaaaaaaaa.... valeu a pena ter lido. gostei
Charlie Brown Muito longo indeed!! Se não fosse tão longo o meu pensamento não teria sido tão profundo. Props Edgar Kamikaze Barroso!!!
Carlos Graca pois e amigo Edgar, interessante seria saber, qual o universo total de "facebokianos" neste nosso pais, e depois de sabermos o total, analisarmos quantos realmente fazem parte dos desalinhados
Spirou Maltese ainda bem que no intróito do teu texto, que sim gostei de lêr, reconheces a complexidade dos textos vossos, pensadores da vanguarda, pah... no princípio, eu também seguia com gosto os textos do referido Prof Dr de Basilea, mas epah, a começar com a falta de modéstia nos ''pareceres'' sociais dele, a complexidade e duplos sentidos dos significados, só me faz pensar que Roberto da Matta, o cientista social brasieliro de renome mundial, devia desembarcar por cá e ensinar a muitos de nós, como fazer chegar mensagens complexas ao cidadão que não entende patavina de academia. afinal estão a escrever sobre e para nós. que fiquem lá nas bibliotecas com esses textos, pah....
Mário Stélio Pois é, de tão longo este não podia fugir à regra! Há sim necessidade de, mais ou mesmo alguma, interacção "intelectuais" e o cidadão comum. Assim, sai a ganhar o debate de ideias, e legitima-se a utilidade destes textos! Sobre o exemplo aqui apresentado...
Manecas Tiane Como de praxe é longo e o perigo de perder atenção ao longo da leitura vai crescendo....estamos em fase de iniciação de leituras longas, ou, a concorrencia dos curtos é vantajosa. Uma ideia deixou-me inquieto e está na tese: "Não se debate os problemas do país e do povo com o povo (respeitando-se a sua diversidade), debate-se sobre o país e os problemas do povo exclusivamente com a elite pretensamente pensante, em linguagem conotada, erudita e excludente." Porque razão da limitaçao de do direito de informação aos visados?
Carlos Graca Sergio, bem dito amigo, saber fazer passar as massas mensagens complexas e um dos grandes problemas socias em Africa amigo, e digo isto com pena, pois mtos academicos africanos, depois de terem o canudo, escrevem e dissertam la para fora e nao ca para dentro, criando assim a tal distancia o tal fosso entre as mentes pensantes e as actuantes,
Matias De Jesus Júnior Eu ja li. Aliás, a maior parte das coisas que estão aqui elenquei quando escrevi "Atrapalhações de Primeira Classe" sobre essa coisa de dar "nomes sociológicos" aos que sentem a podridão deste sistema! Quanto a leitura, é um velho e amigo problema na actual juventude. Trabalho como assistente de uma cadeira algures vi que os estudantes nem sequer telejornal assistiam. Quando passei a usar o telejornal como condição para estar na aula fui chamado de arrogante! Mas nesta mesma juventude ainda há algo a aproveitar!
Waka Chitlango cresci apaixonado pelas ideias do Elisio, mas ha uns textos que ele foi lancando no NOTICIAS que me fizeram pedir o divorcio. Olha que ele ainda tem alguma chance cmigo,tou aberto ao dialogo!
Elísio L Leonardo haaaaaa escrever um texto longo começando por: pessoas nao gostam de ler textos longos!
Manusse José É o absurdo dos chamados textos (o que eu diria textos pretensos) academicos. Que com academização das palavras acabam caindo fora das linhas comuns e, finalmente, passam dispercebidos porque nada de percepitível está veiculado. A organização lógica das palavras não é mesmo que verdade. Apenas clareza e simplicidade textuas é que nos pode trazer a verdade. A verdade por si só é simples, mas sua expressão é uma montanha de complexidade... Valeu o seu texto Edgar Kamikaze Barroso... Li já alguns artigos de professor Elisio Macamo, mas nunca os tido lido com um olhar crítico... Muita força aí...
Muzila Wagner Nhatsave Adorei o texto meu irmão Edgar Kamikaze Barroso. E concordo parcialmente com ele prinipalmente na introduçã do mesmo. sem querer defender o Elisio Macamo, eu acho que cada um escreve para a sua plateia e ele não deve ser excepção neste direito que assiste a quem escreve. o que vejo nos seus textos segundo o meu humilde entendimento ele usa a ironia na descrição dos problemas e nao necessariamente estar do lado deste ou aquele. Critica nos seus textos a falta de objectividade e ciência nas criticas feitas ao governo do dia. pois muitas das vezes esquecemos do contexto historico que condicionaram ou condicionam certas politicas. chama atenção a critica vazia e de forma inteligentes nos da por onde encuralar o governo do dia.sociologo que é não podemos esperar dele outra maneira de expor os problemas e explicar as dinamicas do mesmos..ja agora fiquei meio confuso. a critica feita é emrelação a forma que ele escreve ou o que ele tem escrito ultimamente que no entender de muitos é contra as suas criticas?
Pietrine Million Prof. Elísio Macamo estamos juntos....subscrevo-te.
Tomás Queface Karl Marx escrevia um livro com 1100 paginas somente para dizer duas ou tres coisas. Hoje em dia, andamos com escassez de tempo pois somos multifuncionais. Eu acho que temos que tambem desenvolver a capacidade de sintetizar os nossos argumentos em pouquissimas palavras e pouparmos muita conversa.
Waka Chitlango penso que,em primeiro lugar, a dicussao nao pode ser o facto de os textos serem longos mas sim a sua densidade,esa e a mnha preocupacao tambem.Depois vamos a segunda parte da discussao, que e o seu prolongamento...tem gente que escreve curto porem continua dificil carregar o texto as costas!
Li Oliveira Os jovens andam sem tempo pa leituras longas visto que maior parte deles possui uma preguiça mental que so o diabo .
Tomás Queface Li Oliveira, os jovens correspondem a + 80% da populacao, superior a 15 millhoes. Cuidado com generalizacoes.
Edgar Barroso Muzila Wagner Nhatsave, apenas fiz uma relacao entre o nosso "despreparo" em cultura de leitura versus os dividendos que os nossos pensadores tiram disso para nos "insultar" a vontade, sem sequer nos darmos conta disso.

Tomás Queface, e sobre a competencia que tambem devemos ter em sintetizar as "biblias" dos outros? Temos de nos livrar desse "virus da preguica" de termos sempre tudo resumido e pronto a consumir...
Ana Da Graça Mudumane chamem o sr elisio para o debate, ha mto q parou de publicar
Tomás Queface Nao refuto a ideia de que tem a preguica de leitura. O problema e o factor tempo. Nao ha tempo suficiente para ler textos longos. E o problema nao e' somente ler. E' compreender o que voce quer dizer entre milhares de palavras.
Nelson Borges Um abraço desde Texas para si e para o povo Moçambicano. Gosto de estar ao corrente do que se passa no vosso País onde cresci e passei os melhores momentos da minha juventude. Esperemos que os politicos que pensam saber o que é melhor para o povo que falem duma forma que todos compreendam.
Filho Do Sr Chico Edgar heheheheh depois zangas quando digo Douctor
Spirou Maltese Edgar Kamikaze Barroso pode ser que haja uma preguiça mental em ler estes artigos. mas eu, eu mesmo, não vou perder tempo em colar/ gastar meus olhos a ler isso aqui no computador, no facebook! já havia dito em outro post meu, que facebook, pela sua génese, não foi criado pra isso. tentem fazer/escrever tratados sociais. aqui deixem um ''cheirinho''. ntsém.
Tomás Queface Para voce dizer que tem observado muita gente que tem preguica de ler os teus textos por acharem dificies, problema este que deriva do actual sistema de avaliacao multichoice, o que leva com que muitos prefiram comentar em fotos, anedotas e nao a textos como este voce usou todas essas palavras abaixo: 

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"Há já um tempo que venho notando que grande parte dos meus amigos daqui do Facebook não gosta de ler textos longos (normalmente, artigos de opinião) sobre os mais diversos assuntos do nosso país. Particularmente ­ os que abordam questões políticas. Regra geral, alegam não ter tempo de os ler por serem de linguagem muito complexa, aborrecidos e exageradamente densos.
Pode ser que tenham razão. E isso pode até reforçar a convicção generalizada segundo a qual os nossos hábitos de leitura estejam a deteriorar-se de modo vertiginoso nos últimos tempos. Hoje em dia as pessoas estudam e se formam num sistema de educação que prioriza o instantâneo... Testes e exames “multi-choice”, ­ literatura generalista que se foca em “bullets” e professores ou docentes preguiçosos, formados às correrias e com múltiplas ocupações profissionais. Muitos de nós, mais jovens, fomos formados como autênticas caixas de ressonância de tudo quanto os nossos educadores achavam que deveríamossaber e mais nada... Não fomos educados para ler para além do “copy & paste” e, quando diante de textos relativamente mais elaborados, morremos de sono natural. Não fomos educados a ler, pensar e opinar, de modo endógeno e pessoal. Fomos educados a repetir o que os outros dizem, concordandoou discordando em função do que a maioria acha ou daqueles que julgamos serem a referência do pensamento elaborado. Vamos sempre pelo mais fácil, resumindo o nosso contributo opinativo aos 160 caracteres de uma SMS... Queremos tudo já feito, apresentado em 3 ou 5 linhas de um post no Facebook. Nunca comentamos um pensamento ou argumento patente num texto, comentamos os títulos dos jornais e as notas de rodapé que aparecem nos serviços noticiosos das nossas televisões. Todo o resto é cansativo para o escasso tempo que aparentemente temos, complicado o suficiente para disputar a nossa atenção com fotos de mulheres em poses sensuais e posts de anedotas ou, mais ainda, parece ser erudito demais para os nossos miolos."
Edgar Barroso Tomás Queface, eh precisamente esse exercicio que fizeste que deve ser incentivado em larga maioria de pessoas que pensam como o Sérgio Chaúque, por exemplo. Ele quer tudo a "fast food", aqui no Facebook, exactamente o que o Prof. Doutor Elisio Macamo e outros pensadores como o Prof. Doutor José Jaime Macuane nao o fazem, quando dialogam connosco.

A Crisofia Langa da Camara, por exemplo, tambem parece fazer parte dessa "escola", heheheheheheh... No fundo eh o que eu digo a esses pensadores, no texto: se quiserem falar com ou escrever para Mocambique (e Mocambique tem mais de metade da sua populacao jovem e grande parte dela ainda nem sabe ler devidamente, tenha um grau de ensino superior feito ou nao), que o facam conscientes desse desiderato na "sociologia do debate" que eventualmente se efectivar.
Spirou Maltese facebook é fast food. é americano. haahahahah quando o emérito prof elisio escrevia e publicava no Noticias eu lia sim, e serviu várias vezes de referência em alguns trabalhos meus an faculdade.
Spirou Maltese aqui pode ser outro problema de alguns destes académcos: não terem a capacidade de escreverem com simplicidade! pode ser também! eheheh
Paulo Guerreiro Comecei a ler texto a pensar que se tratava de algo sobre hábitos de leitura e sobre essa problemática afinal só muito por alto fala disso.
Acho que a frase do Monteiro Lobato aqui se aplica "Um País se faz de Homens e Livros"
Acho que a critica não deve ser dirigida apenas aos académicos mas sim a um sistema que forma pessoas, alguns licenciados que nunca leram um livro.
Filho Do Cinzentinho ''Nenhum cobrador de chapa, jornalista, vendedor de recargas de telemóvel, desempregado, mukhereo, funcionário público ou varedor de rua precisa de perceber sociologia(do poder ou debate) para sentir e falar sobre o país''
Filho Do Cinzentinho subscrevo_te, @Edgar kamikaze Barroso.
Mitolas Chrineyka He he he he he he he he he he. He hehe he he he he...
Muzila Wagner Nhatsave Ai a culpa é de quem meu caro irmão Edgar Kamikaze Barroso? é certo que não podemos entender tudo, mas h que convir que o gosto pela leitura diversa é importante para que possamos entender os diversos tipos de articulação. compreendo-te e aceito, mas no meu entender o macamo nos dois textos chama nos a atenção apenas.ja diz o velho ditado que se medem os homens não pelas respostas que dá , mas pelas perguntas que faz.
Nosde Selleth edgar kamikaze barroso, valeu ter lido cada parágrafo do texto.remeteste-me a Marcha do mano azagaia: "Eu falo de povo para povo
Porque eu sou povo e tu és povo
Usamos a mesma linguagem...Ver mais
Brazao Catopola Edgar Kamikaze Barroso li o seu texto longo e vou concordar em parte ou em partes com ele. 1 o hábito de leitura cria se e acima de tudo é uma cultura. Poucos têm esse hábito de se cultivar lendo, por toda uma conjuntura educacional e até mesmo social. Poucos sabem que a leitura enriquece. 2. Há um princípio básico só escreve quem sabe ler ou seja eu escrevo para quem vai saber e pode ler. Tenho a felicidade de muitas vezes dizer o que penso onde e como julgo. É do mesmo modo, aliás, julgo você saber que muitas vezes crítico a todos até mesmo ao Elísio Macamo. Ora bem, não sendo advogado do diabo e também não concordando com muito que Prof. Elísio macamo escreve, dou a ele a liberdade de escrever como julga conveniente ademais ele tem seu público alvo e aliás, um dos grandes debate metodologicos e teóricos é sobre o lugar do autor na escrita. 3. Julgo importante discutir se o ponto de vista do Prof. Elisio Macamo e não ele nem as tendências partidárias dele isso aqui não interessa.
Brazao Catopola Edgar Kamikaze Barroso, li o seu texto longo e vou concordar em parte ou partes. Concordo que a leitura e um problema sério no nosso meio quer por causas conjunturais quer mesmo pela ignorância do valor dá leitura. Há um princípio básico só escreve quem sabe ler ou seja eu escrevo para quem vai e pode ler. Não querendo ser advogado do diabo e também não concordando com algumas coisas que Elísio macamo escreve permita me deixar meu ponto de vista que, aliás, normalmente goza dá minha inteira percepção sem lambibotismo. 1 o Prof Elísio macamo têm seu alvo, partindo do princípio básico acima dito, portanto, deixe o escrever como pretende. 2 julgo que deveríamos discutir os pontos de vista dele e não ele como pessoa embora, a ressalva dos debates dá pôs modernidade sobre o lugar do autor na escrita. 3 os princípios que cercam a percepção de Elísio macamo nos últimos dois textos, São puramente abstratos. Repare que nesses dois textos fala Elísio mmacamo em categorias analiticas subjetiva "gostar e admirar" ninguém o condenara por isso. Pode se discutir os argumentos que sustentam essas categorias. 5. Os textos São ofensivos a nos jovens! A minha questão é simples que contra julga essas posições, aliás, uma vez você fez um belo texto contra o mesmo autor a propósito do parlamento juvenil. Isso é o que deve ser feito
José Jaime Macuane Caro Edgar Kamikaze Barroso gostei da pedagogia de discutir com os outros sobre a aversão aos textos longos usando um texto longo. No que metoca quanto à forma de escrever, como dizem os burocratas: "ciente" ou "anotado!".
Assane Macangira Caro Edgar. Pessoalmente gosto de leitura e para os artigos longos tambem tenho bastante tempo. So assim podemos aprender. Talvez tenha sido por influencia de cadeiras como RIC, EPC, HRI e outras. Mas duma coisa tenho certeza: Ao ler teus artigos o meu sangue circula como se estivesse a atingir um orgasmo sexual, sem exageros. Bem elaborados: Com pe, troco e cabeca.
Edgar Barroso Muito obrigado, Prof. José Jaime Macuane. Eh sempre reconfortante saber que podemos sempre fazer chegar a nossa mensagem directamente ao receptor visado.
José Jaime Macuane Mas tenho que dizer uma coisa adicional: a fronteira entre a simplificação e a banalização (e imprecisão), às vezes pode ser ténue. Há que se buscar e encontrar o equilíbrio. E também se conhecer as audiências. Não lemos tudo que nos aparece à frente (por falta de interesse, tempo ou necessidade) e é natural que as pessoas não tenham a mínima vontade, necessidade e interesse em ler as coisas que escrevemos.
Joaquim Joao Correia hoje em dia pouca gente gosta de ler e tirar suas conclusoes,pois claro amigo,tens que de vez em quando botar ordem na leitura,gostei da tua tua cronica....parabens..
Mamy Dos K's Crisofia Langa da Camara ha ha ha ha ha......Ver Tradução
Rafael Ajj Maculane Oops nao esta nada facil por aqui,uns dizem que a juventude nao tem a cultura de ler,outros dizem que nao desca do nivel 
para que sua mensagen seja entendida pelo receptor, outros dizem que o tal prof Elisio escreve pra um grupo de pessoas que tem a capacidade lexical de mastigar as mensagens por ele escritas. pessoalmente nao me acho um bom emissor deste genero mais aqui fica a minha observacao sobre a falta de cultura literaria da camada jovem que em media e maior em mocambique real: 1-E de pequeno que torce-se o pepino; 2-A falta de intrutores ou professores altamente qualificados para inspirar o presado estudante; 3-Os precos altos dos livros praticados pelos comerciantes da area. Sendo assim a questao que temos que nos colocar e como fazer com que o jovem esteja informado e formado de modo a tapar as feicuras deixadas pelo nosso sistema de ensino assim como Criar condicoes de promover a literatura.A capacitacao faz o homen.
Rafael Ajj Maculane O que e que faz um indivi
duo ser designado como um academico?
Gui Arouca Thobela O nivel academico lleva muitos de nos a escrever em linguagem complexa , em artigos a serem publicados para o povo, num pais onde saber ler ainda e previlegio de poucos, pessoalmente quando vejo artigos dessa natureza nao perco o meu tempo porque sou da opiniao que podemos escrever sem que seja necessario tanta ladainha. Querem escrever para palavras complexas ?facam no vosso meio onde ter um dicionario ou net para consultar nao seja problema.
Mahamad Hanif Mussa Texto "3D"! Linguagem "estéreo"! Sem necedsidade de "TV Lcd" para deliciar o "filme"...
Celso Celestino Cossa o ed que conheco. Fabuloso.
Pedro de Sousa Mais uma vez, oh Edgar Kamikaze Barroso, a abordar um assunto bastante relevante. Li o seu post, mas percebi, k tudo k disseste corresponde ao k se vive na realidade hj...mt obrigado, meu brother...
Dércio Tsandzana Eu sou a prova disso. Tem coisas que publico e são postas de lado.
Acho que nem este post algumas pessoas leram, mas eu penso que dou o meu pulsar em diferentes assuntos por ti ou por outros publicados.
Reginaldo Mangue Sim Senhor, este miúdo estampa verdades...
Giro da Fonseca Ler um texto e intoxicares-te pela sua beleza. Até parece um hit do John Legend ou dos boyz II men.
George Mabuza Permita-me "Sharar", obrigado.
Vassili Vassiliev Pensadores Livres escrevem como tu Edgar Barroso. No mais, dois breves comentarios: 1- Culturalmente, somos mais apegados a tradicao oral, o que torna os debates verbais mais interessantes do que a reflexao abstracta do que se escreve. Alguns, como tu, conseguem muitas vezes "traduzir" ambas realidades, o que favorece imenso a formacao da intelectualidade de outros jovens que te comecam a seguir o exemplo. De tempo, ao tempo que os jovens ainda tem para ler; 2- Sobre o PHD de Basileia, tambem nao lhe aprecio o verbo ha muito tempo. Em primeiro lugar, porque acho que "cientistas sociais" nao sao astrologos. Sao estudiosos. E em segundo lugar, critica destrutiva ad hominem so denota inveja ou pseudociencia ao servico de causas politicas. Um bom exemplo disso foi a famosa escola de Darwinismo social. E por muito que citemos Hegel ou Habermas, nada disso disfarca a voz do dono que queremos amplificar. Se e que me fiz entender.
Zeiss Lacerda Bem colocado ilustre Edgar Barroso. Eu particularmente não leio os textos do Prof. Elísio Macamo desde a altura que percebi que se eu retirar o prefixo "PhD" ele é apenas povo mas rejeita se-lo. Ele cria uma espécie de zona de elite para se "auto-sobrevalorizar". Na minha óptica ele deveria deixar que fossem os outros, incluindo os que o criticam a dar-lhe o extra-valor que ele julga ter. Já temos um bom número de PhD's neste País e apenas são uma elite porque não sabem porquê é que se formaram e provavelmente não devessem merecer tal nível de formação que lhes dá uma dimensão filosófica quando na verdade ostentam apenas letrinhas que são escritas antes do nome. Um PhD saído de mais de 75% de analfabetos em pleno século XXI deveria saber que seu papel só será realmente útil se ele (privilegiado academicamente) pudesse acrescentar valor às massas (analfabetas) que na verdade são o seu meio. De que vale um PhD que só se comunica com a minúscula percentagem de PhD's do país? Vale nada, vale o seu discurso imperceptível e sem influência, vale nesse mundinho de falsa elite. Queremos PhD's que inventem linguagem para o povo pacato perceber o mundo, não PhD's que engrossam a linha que os separa dos demais. Eu o acho um reles sociólogo. Incapaz de desenhar soluções que o povo que o viu nascer possa ter momentos melhores sob sua "acadêmica" influência. PhD de um país pobre e analfabeto deveria misturar-se ao povo e traduzir a complexidade da vida para os demais. Deveria servir de satélite de elevação do poder das massas. Mas é uma pena.
Spirou Maltese O tempo passa mas os bons pensamentos perduram.
Dino Foi Ressalvando apenas que nem todo doutorado é necessariamente Ph.D. Edgar Barroso.
Bonito texto
Neidy Tinga Tu es um dos que leio todos os textos ate ao fim... me da gosto e prazer ler um texto muito bem composto. Tive a sorte que quando comecei a estudar em 1982 ter tido uma professora que nos obrigava a ler textos compridos os curtos muitas vezes eram para ditados... e os textos comprimidos ela fazia perguntas q as respostas eram longas e nao aceitava 2 palavras como respostas... e tive um pai que nos obrigava a ler os titulos do jornal noticia para ele... e hoje guardo isso como algo para o futuro dos meus... e fico triste qd vejo esta nova geracao perder se em palavras e preguica mental para a leitura. Obrigada por me brindares com este tipo de leitura...
Zeiss Lacerda @Dino Foi NÃO percebi. O que significa PhD?
Zeiss Lacerda E existem doutorados que não sejam PhD's? Como é que se designam? Eu conheço os termos BSc (para bacharéis), MSc (Master of Science), MPhil (Master of Phylosophy), PhD (Phylosophy Doctor) e depois existem os Pôs Doutorados que não sei como abrevia-se.
Dino Foi Pós doutorado não é uma qualificacao académica e, doutorado não é necessariamente Ph.D., se for ler um pouco mais vai notar que não vamos precisar de gastar "tinta" aqui.
Zeiss Lacerda Não estamos a gastar tinta. Só pedi esclarecimento e isso não me parece mau.
Zeiss Lacerda Gastar tinta eh escrever uma frase longa e mesmo assim não responder o que lhe foi perguntado. Pior, é escrever para complicar ainda mais as coisas.
Dino Foi Estou a dizer que doutorado não é necessariamente Ph.D. há 2 horas!
Pois então aqui vai:
DBA
D.Phil
DCom
DN
DSc
DEng
DM
Psy D.
Só para citar alguns doutoramentos.
Zeiss Lacerda Mas quer me parecer que o Prof Macamo é PhD.
Zeiss Lacerda Moçambicano tem muitos problemas pah. Quando sabe de alguma coisinha a mais ish. Só faz dançar aos outros, por isso é que esse distrito só afunda. Quanto mais seus filhos estudam mais se complicam mas complicam a vida dos outros também. Só vem a dar mais razão ao post do Edgar.
Dino Foi Eu fui claro, tu querias diálogo. Porque você acha que o dono deste mural não se pronunciou?!
A ressalva foi clinica.
Dino Foi O doutoramento do Professor Macamo só a ele diz respeito e como se chama nessa universidade onde ele se formou.
O que eu disse repiso: doutoramento não é necessariamente Ph.D.
Obrigado
Zeiss Lacerda Provavelmente porque ele acha que o foco do post dele não é a volta do significado de PhD, e se ele estiver a pensar assim eu concordo com ele. Discutir posições de vírgulas neste post ficaria pro momento do intervalo.
Dino Foi Estás a tentar ler a mente do Edgar Barroso, boa sorte.
Mas já percebeu que doutoramento não é Ph.D. não é Zeiss Lacerda?!
Zeiss Lacerda Ainda não. Tenho que verificar em fontes credíveis
Dino Foi Boa sorte. Depois reporte, Ya?!
Lenine Daniel Parabéns Edgar Barroso pelo texto longo, contudo necessário pelo seu rico conteúdo. 
Infelizmente os tempos actuais não são famosos no que concerne ao espírito de leitura, mas penso que há também necessidade de se escrever pouco e se dizer muito.
Com relação aos nossos PhD há uma sério problema da parte deles, o 1o é o de pensarem que a solução dos problemas deste país passa por eles e não por todos nós, cada um dando o seu contributo na área específica e tendo em conta as suas capacidades. Não sei onde estes nossos irmãos foram buscar a ideia de que o critério para estar correcto é o nível académico. Vejo muitas vezes uma grande arrogância e prepotência nestes irmãos e em paralelo pouco se vê em termos de contributo as causas do País. Alguns são docentes e não imagino o tipo de estudantes que saem das mãos dos mesmos.
As vezes penso até que muitos dos problemas que temos neste País são também causados por estes: não disseminam conhecimentos, têm tendência a elitizar o pensamento, contribuem com pontos de vista tendo em conta as cores partidárias e agendas obscuras, enfim é só trapalhada atrás de trapalhada. É também visível nos nossos PhDs a dificuldade em se socializarem e em passarem da teoria para a prática o que aprenderam nas academias.
Florêncio Estêvão Moiane A partir do status (PHD), pretende amedrontar todos os outros. Se calhar, esteja a levar a sério o desejo de, por via disso, ser Governador de Gaza. 
Não preciso de grau académico algum para saber que me estão a entrar no bolso, para perceber que fomos aldrabados e que um punhado de gente penhorou o futuro do Emerson, Jr e Shanisse, meus filhos. Não preciso ser/estar formado em Sociologia ou Ciência Ciência Política para perceber que o Guebuza, o Chang e quejanos são responsáveis pela desgraça actual e futura de Moçambique. O Elisio Macamo, lá de onde está, que vá a m...
Rafael Ricardo Dias Machalela Afinal, alguém já se apercebeu disto muito antes de mim? Eu pensando que estou a inventar a roda. Notei o que dizes em relação aos textos do prof Elísio Macamo no ano passado... Insultos nas entrelinhas. PS: É por causa disto que eu gosto do professor Julião João Cumbane, ainda que não concorde com muito do que escreve... Ele é PhD e escreve para todos entenderem. Mesmo prevendo o que será abordado, dá gosto de ler porque eu, povo que só tem nível médio de escolaridade, entende e interage normalmente... Abraços.
Manuel Chipeja "....Geralmente ou porque os seus textos (de Elisio Macamo) são longos demais e falam de múltiplos assuntos, ou porque a linguagem é exageradamente “sociológica” e com recorrentes disfunções entre os títulos e o conteúdo dos mesmos."..gostei dessa...hehehehehehe.
Toberto Lembrança Matavela Interessante esta parte final do post Honorio, quero concordar consigo e se me permitires acrescentar também em relação ao que ouvimos. O entendimento que damos é na sua totalidade responsabilidade nossa.
Celso Eduardo Num desses textos longos e complexos do "Douto", Elisio Macamo, pedi que a linguagem fosse mais clara possível, para que o camponês de Meconta, Funhalouro, Gile e etc, cobrador de chapa, vendedor de recargas de telemóvel, desempregado, mukherista e varredor de rua o compreendesse uma vez que o facebook eh pra podos, fui altamente vilipendiado. Em fim , cada um escreve como quer no seu mural mesmo.
Amilcar Machado Jizzaass... Até das longas novelas deve ser possível fazer-se sinopse, neh???
Adrian Magoo Sim. "longo" e bom de ler. a simplicidade é o grau máximo da sofisticação. E isso não é de hoje.
Blues Boy King Edgar Barroso, não leio os textos do Professor Elisio Macamo nos últimos tês meses. E por conta disso não poderei comentar principalmente a segunda parte do seu texto. Pessoalmente leio na totalidade e pelo menos duas vezes um texto que se me figure complexo ou longo. O mesmo farei com o seu (este último). Quanto à primeira parte do texto tenho a dizer que pelo menos não tenho nada a reclamar por conta da formação que tive (professores e todos os servicos de apoio na academia), mesmo apesar de não ter terminado os meus estudos - por razões puramente pessoais - não me tem sido difícil como muitos dizem ser ler e compreender textos de Macamo, nem na metodologia, no conceito, nem mesmo na forma como ele operacionaliza as coisas que diz com as ferramentas que usa, talvez pelo treinamento e recursos disponíveis incluindo consultas a pessoas. Só lembro a todos os da nossa geração que reclama estar a ser mal dita pelos outros, que as coisas dificilmente resultam imediatamente óbvias. Razão pela qual existem os métodos e as técnicas de leitura dos problemas, até mesmo, a começar, a leituras dos textos.
Ricardino Joaquim Mulossoua O s.e.m esta doente, desde a pré escola a faculdade somos ensinados a ser copiadores de informações e não pensadores
Blues Boy King Ricardo Joaquim Mulossoua, mas podemos, até porque antes devemos, deixar de só copiar e apreender a fazer as coisas de outras maneiras que são possíveis e não são de uso exclusivo dos outros que justa ou injustamente os catalogamos. E somos pensadores por natureza, lembre-se do Cogito Cartesiano "Penso, logo, existo". René Descartes nos ajudou um pouco com isto. Não nos devemos só limitar na "cópia e colagem" das coisas. As, vezes, amigos, a principal barreira ao saber é a nossa predisposição à negação. Eu aprendi, e isto deve até ser do senso comum de todos nós, que o preconceito é barreira ao conhecimento. A estranheza estimula, mas o preconceito esbarra tudo. Há uma coisa que o próprio Professor E.M costuma dizer e até aconselha a fazer: compreender primeiro o problema/questão/assunto apresentado para depois saltarmos um mergulho no debate ou simplesmente crítica crua. Sempre que os termos do debate não estiverem claros em nada será produtivo.
Edgar Barroso Heheheheheh... Você Blues Boy King, é precisamente contra essa "ditadura metodológica" que eu me insurjo.
Chil Emerson David Discursos do Guebuza eram assim mesmo, falava sobre o povo e não para o povo. Nem conseguia acompanhar do inicio ao fim, nao pela limitação intelectual, mas porque eram uma fraude. Aquele camponês analfabeto la de Mahubo iria entender toda aquela " codificação linguística "? Digo o mesmo sobre alguns textos do professor. Embora saiba que cada escritor tem o seu público alvo.
Jemusse Abel Kkkkkk falou por todos Edgar Barroso.. Fui vitima da exclusao na lista dos amigos dele porque descordei certas ideias dele. Ha um prof amigo que me disse o seguinte "um verdadeiro intelectual é aquele que traduz a constituiçao e outras leis importantes à linguagem do povo". Porque assim fazendo estaria a mobilizar o povo a abraçar o projecto do estado servindo-se de todos os instrumentos normativos disponíveis. Por isso pra mim é chão sory! A pouco nos batemos num post de Egidio Vaz sobre a postura de Um outro servil.
Amilcar Machado O seu nome é todos???
Vicente Xauk Hehehe! Man with guts and honor!!!Ver Tradução
Blues Boy King Edgar Barroso, ler duas vezes um texto é uma técnica e método se alguém assim a quiser considerar. Ler a sublinhar, ler a fazer rabiscos ao lado, ler a cruzar o que diz um autor com o que dizem os outros sobre a mesma coisa, ler a identificar o assunto, a tese, o argumento e até o contra-argumento e conclusão são técnicas/métodos se quisermos. E isto não serve só para ler textos escritos, serve também para ler discursos/locuções ate audio visual. E a propósito do audio visual, as pessoas não vão a nenhuma universidade para fazer as leituras que fazem, e que ate tem feito bem. Meu carro Edgar Barroso, vamos ajudar nossos irmaos e amigos a sairem da dormência. Nao te eh estranho que algumas pessoas (jovens) se sintam bem quando alguém lhes dah razão na sua ignorância. Entendo que tua intenção não foi percebida, em particular no que diz respeito a primeira parte do teu texto. Amigos nossos aqui no fb pensam que lhes estas a dar aval para defenderem e manterem a ignorância. O sistema pode ate ter formado mal as pessoas (por exemplo, não gostei nada da tal coisa que chamaram de Recomendações do processo de Bolonha que trouxe profundas e menos sehrias reformas em todo sistema nacional do ensino - do primário ao superior - para satisfazer as ditas Metas de Desenvolvimento do Milénio ate 2015 - nenhuma meta ate hoje e governo de Guebuza fez questão de deixar de falar disso desde 2013 para sair limpo), mas as mesmas pessoas, principalmente quando se dão conta de que não foram bem formadas/ instruídas, devem procurar resolver esse problema com as va'rias alternativas de que dispõem e isso jamais irah excluir métodos. Método de leitura do real para nosso enquadramento e entendimento do social, político e económico não tem que ser necessariamente da academia, e também não eh isto que sugere o Professor Elisio Macamo (Ele cobra, sim, aos que querem entrar no debate académico, e eh legitimo porque academia eh assim mesmo mano), porque ele mesmo reconhece a existência de varias formas de ler uma realidade. Nao nos regozijemos com a preguiça e letargia pois isso jamais nos farah crescer. E atenção, se batermos palmas a isso, nos transformamos nuns Tarzans - os tais "Bom Selvagens" do de hoje e amanha.
Blues Boy King Eu me lembro de quantos nervos me dava ler e perceber o que dizia o Severino Serino Ngoenha a primeira vez que peguei sua obra "Das Independências `as Liberdades" quando era puto. Na mesma altura igualmente me corroía o cérebro não apanhar "Vinte e Zinco" de Mia Couto, o "Nos Matamos o Cao Tinhoso" de Luís Bernardo Honwana, Mais tarde o "Ualalapi" de Ungulani Baka Kosa. Os Textos de Machado da Graça no Jornal Domingo... Edgar Barroso, isso me revoltou e me fez adoptar formas de leitura e ate ter conversas com amigos sobre essas obras e textos. Nao ha dtadura nenhuma em Macamo, noz, muitos, somos incapazes de o compreender e ate cultivamos a incompreensão. Tsikani Ulolo, maxaka!
Géssica Macamo hahaha.. há pessoas as quais vale a pena ser amig@ no fecebook... excelente texto!!!
Blues Boy King Jemusse Abel, Elisio Macamo avisou no ano antepassado que iria "desamigar" (foi a palavra que usou) algumas pessoas pela forma como se dirigiam as outras no debate. La do meu intimo concordei! Eu já tinha desamigado, sem avisar, a muitas pelas mesmas razoes. Cansa você querer conversar outros virem insultar e ou blasfemar. Eh por isso, acredito, que se fala de compreender os termos do debate para poder entrar no debate. Nao existe nada que se chame conversa que não tem premissas para se fazer acontecer.
Géssica Macamo Sempre achei estranha essa correlação entre: Contestação (manifestação de descontetamento político) vs. literacia!! como se alguém precisasse de dominar termos "tecnicamente cientificos" para perceber a situação favorável ou não do pais..
Blues Boy King Géssica Macamo, feiticeira eh sempre a mãe dos outros, não a nossa. A nossa desgraça tem origem nos outros, não em noz, as nossas dificuldades existem porque os outros nos criaram elas. A ideia que se generaliza com isto, sem razão, eh de que somos obrigados a ser académicos para fazer uma leitura dos problemas do pais e, a nossa incapacidade em fazer uma leitura razoável leva a muitos a dizerem que eh por culpa do sistema - e pode ser ateh, mas não pode dar direito e conforto a alguém que se prese cidadão de ter orgulho disso e levantar a bandeira do "NoZ ". Existem varias formas de ler e compreender a realidade a disposição de todos.
Edgar Barroso Blues, eu não neguei isso. Deixei até ficar explícito/implícito no texto. Nunca estive contra o método de debate em si (por ele usado, afinal ele deve ser soberano disso no seu próprio fórum), sem contudo deixar de me insurgir contra a ousadia dele em impingir tal desiderato sobre toda a cultura de debate que só ele considera apropriada para o país. Isso é ditadura. Estarei energicamente contra isso sempre.
Cal Barroso Como é que eu não tinha lido este texto? Fizeste me o dia...
Fatima Mimbire Uma vez ouvi um bispo zambiano usar o termo "Escariotismo academico". Alguem pode tentar decifrar o significado? Cada vez mais acho que os academicos, com honrosissimas excepcoes, que deveriam ser a nata iluminista desta "nacao analfabeta", mas pelo contrario, nao contribuem com o seu saber para a solucao dos problemas do pais, e nao deixam que os outros o facam, porque acham que sao os unicos com legitimidade para tal. shame on it, shame on such people. Pronto, finalmente disse o que penso.
Edgar Barroso É mesmo isso, Fátima. Erudição não resolve os nossos problemas. Só os complica ainda mais.
Amosse Mucavele Holderin fala sempre da percepcao e da potencia do discurso ate a reformulacao, contudo estes pressupostos tem a principal tarefa de projectar qualquer discurso muito adiante do seu tempo. no caso do Prof. que com o tempo o seu discurso sempre carregado de certos amores a primeira ate a ultima vista vao perdendo legitimidade ao olhos dos mais atentos, e ai onde se decapita os titulos e o debate fica mais ocioso. sem se esquecer daquele fanatismo de alguns que nao leem os posts como um olhar critico e correm para os tais comentarios evangelicos que sempre os acompanha, aqui reconhecer "tambem" que o gosto e o habito de leitura nao se faz ou se cria so com megabytes que cada facebooker tem no seu cell ou computador, bravo Edgar, ontem conversei sobre este assunto com um amigo.
André Cardoso Esse texto continua actual, bem conseguido. E a estratificação se aprofunda. Se nao és da ala dos GOSTEI DR. ESTOU FASCINADO COM A SUA ESCRITA, TEM RAZAO, Etc. Serás até banido da rede do debate. Nossos academicos. ...
47 minGosto1
Jeremias Chilaw Precisamos de continuar a criticar o que nao esta bem no pais, mas l nosso papel nao se pode ficar por isso mesmo. A mais valia da nossa critica so tera o merito se formos capazes de apresentar propostas de solucoes. Mais, precisamos de sair do facebook e irmos para as instituicoes, partilhando as nossas opinioes com que eh de direito. Se as nossas ideias vao ser ouvidas ou nao isso cabe aos outros. Agora, uma juventude que passa a vida a reclamar, preocupada com o alcool e com a La Santa e a boneca Barbie, essa nao vai a lado nenhum. O jovem deve ser incoformdo e sempre preocupado com alterar o estado das coisas.

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