quarta-feira, 19 de abril de 2017

Remoção de barracas na Katembe cria conflito entre Conselho Municipal e comerciantes


Rua “B“ de Katembe concluída até finais de Junho deste ano
Braço-de-ferro instalado entre comerciantes da ponte cais de Katembe e o Conselho Municipal de Maputo. A edilidade quer remover algumas barracas para dar lugar à construção da rua “B“ de Katembe, entretanto, diz que não vai indemnizar parte dos comerciantes, porque estes construíram num espaço que já estava previsto para o projecto. “As barracas não são abrangidas no processo de compensação. Elas foram construídas dentro da estrada. Aquele espaço sempre foi estrada. As pessoas foram ocupando a estrada e construindo as barracas de forma precária. Elas vão ter que sair”, disse Victor Fonseca, vereador de Infra-estruturas no Município de Maputo.

Por sua vez, os comerciantes dizem que a edilidade está a ser injusta ao pretender transferi-los sem indemnizá-los nem construir novas barracas para continuação da actividade comercial. “Já tivemos três reuniões com o município. Disseram que as barracas teriam de sair, mas não há indemnizações. Nós construímos aqui. E não temos outro dinheiro para construir novas barracas”, disse Gilberto Bango, comerciante cujo espaço onde se encontra sua barraca é abrangido pelo projecto da construção da rua “B”.

O “O País“ sabe que devido à falta de entendimento com o Município, os comerciantes contrataram um advogado.

Rua “B“ de Katembe concluída até finais de Junho deste ano
Depois de não se ter cumprido com os prazos iniciais de entrega da estrada de pavês, que está a ser construída no troço entre a ponte cais da Katembe e o Hotel Gallery (Marisol), o Conselho Municipal de Maputo anunciou, ontem, novos prazos para a conclusão do projecto. O vereador de Infra-estruturas no Município da capital diz que a pavimentação da via deverá ser concluída até finais de Junho. Além dos conflitos com os comerciantes, Victor Fonseca diz que problemas financeiros contribuíram para a demora da entrega da obra. “É um processo. Tivemos que fazer a rede de iluminação eléctrica, tivemos que ver a situação da rede de abastecimento de água, tivemos, também, duas famílias que foram reassentadas, que estavam no traçado da rua, além da conjuntura económica, que não nos é favorável”, disse Fonseca.

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