sábado, 12 de agosto de 2017

Mas Pombas, que não eram burras, não voaram

Deixa-me ver se entendi...
[CENA 1] Um gajo sai da sua casa na cidade e foge para o mato, reúne uns bradas dele e começa a disparar contra tudo e todos. O homem começa a ser caçado terra-ar-mar, mas não é neutralizado. Criam-se comissões para negociarem com o foragido, mas nada. O Presidente da República manda passear a todos e consegue o número de celular do tal cidadão confuso. Começam a conversar via esse-eme-esse, depois via chamada, depois via wati-sapi, depois via feici-buque, depois via emi-pesa, etecetera. Depois que se acabaram todas as vias, combinaram se encontrar feici-tu-feici e bateram um txarro e tiraram umas fotos básicas.
[CENA 2]
Num comício popular, a governadora da província onde o foragido está escondido, anuncia a entrada triunfal, no pódio, do PAI do foragido, com duas pombas brancas nas mãos, entrega ao Presidente da República (que por coincidência estava ali) e este solta as pombas como sinal de PAZ e RECONCILIAÇÃO (mas as pombas, que não eram burras, não voaram).
Estou, desde ontem, a tentar encontrar onde essas duas estórias se encontram. Onde é que o PAI do foragido e as suas duas pombas brancas entram na cena 1? Como é que quem provoca guerra é um e quem solta as pombas da PAZ é outro? Como é que quem caga é um e quem limpa o c* é outro? Por quê não lançaram aquelas aves lá mesmo onde estavam a tirar fotos?
Alguém consegue me explicar!?!
- Co'licença!

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